Barueri fortalece o Agosto Lilás com a realização da 1ª Caminhada
Redação PodPostar · 09 de agosto de 2026

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Barueri reuniu centenas de pessoas na manhã desta quarta-feira (5), no Parque Municipal Dom José, para a 1ª Caminhada Agosto Lilás. Promovida pela Secretaria da Mulher, a iniciativa abriu a programação da campanha no município e passa a integrar oficialmente o calendário de eventos da cidade.
A edição deste ano tem um significado especial. Em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação é considerada um marco na defesa dos direitos das mulheres brasileiras e uma das mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência doméstica e familiar.
A caminhada foi realizada em parceria com o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste), que reúne municípios da região para desenvolver ações conjuntas em diversas áreas, entre elas a proteção das mulheres. A participação do consórcio reforça que o enfrentamento à violência exige integração entre os municípios da região.
Participaram do evento o prefeito Beto Piteri, a vice-prefeita Claudia Marques, a secretária da Mulher, Adriana Molina, a secretária de Segurança Urbana e Defesa Social, Catarina Sanches Prestes, representantes do Poder Legislativo e demais secretários municipais.
A Caminhada Agosto Lilás deixa de ser uma ação pontual. A partir deste ano, passa a integrar o calendário oficial de Barueri por meio de lei municipal, garantindo que a mobilização seja realizada anualmente durante o mês de agosto.
A iniciativa faz referência à sanção da Lei Maria da Penha e amplia as ações de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher desenvolvidas pelo município.
Romper o silêncio salva vidas
Antes do início da caminhada, a equipe do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cram) conversou com o público sobre os impactos da violência doméstica e apresentou os serviços oferecidos pelo equipamento.
O Cram reúne psicólogas, assistentes sociais e advogadas para acolher, orientar e acompanhar mulheres em situação de violência. O atendimento é gratuito, sigiloso e realizado de forma integrada com a rede de proteção do município.
Durante a apresentação, as profissionais chamaram a atenção para uma realidade que nem sempre recebe a mesma visibilidade: a violência também atinge crianças e adolescentes. Filhos e filhas de mulheres vítimas de agressão convivem diariamente com o medo, os conflitos e a insegurança dentro de casa.
"Mesmo quando não sofrem agressões físicas, essas crianças são consideradas vítimas de violência indireta e precisam de acompanhamento especializado. A infância é o chão que a gente pisa pelo resto da vida", destacou a psicóloga Joana Helena Rodrigues, técnica do CRAM, ao explicar que, ao acolher uma mulher, o município também direciona seus filhos para atendimento na rede de proteção.
Após a apresentação, professores da Secretaria da Mulher conduziram um aquecimento. Em seguida, os participantes percorreram o Parque Municipal Dom José em um ato simbólico de conscientização, respeito e defesa da vida das mulheres.
Uma caminhada por todas as mulheres
Entre os participantes estava Iracilda Vitória Nascimento Sena, moradora do bairro Engenho Novo e frequentadora das atividades da Secretaria da Mulher.
"Eu não sabia da caminhada e fiquei muito feliz quando cheguei aqui. É uma luta pela vida de todas as mulheres. Minha filha já sofreu violência e ninguém quer isso para um filho, nem para mulher nenhuma. Quando vi o tema, fiquei emocionada. Achei essa caminhada muito bonita e muito importante para todas nós."
20 anos de uma lei que mudou o Brasil
Criada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha transformou a forma como o país enfrenta a violência doméstica e familiar.
Além de endurecer a punição aos agressores, a legislação criou medidas protetivas de urgência, fortaleceu a atuação da Justiça e ampliou a rede de atendimento às vítimas.
Ao completar duas décadas, a lei continua sendo uma das principais ferramentas de proteção às mulheres brasileiras. Mas, sozinha, não basta. Romper o ciclo da violência depende também da denúncia, da informação e do envolvimento de toda a sociedade.
Os números ainda preocupam
Você sabia que quatro mulheres são assassinadas por dia simplesmente por serem mulheres? Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio, o maior número da série histórica.
O levantamento também revela milhares de casos de ameaças, agressões físicas e violência psicológica, entre outros crimes.
Em Barueri, mulheres em situação de violência podem procurar o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cram), que oferece atendimento psicológico, social e orientação jurídica de forma gratuita e sigilosa.
O serviço funciona na Secretaria da Mulher, ao lado da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Cram (Centro de Referência de Atendimento à Mulher): acolhimento psicológico, social e orientação jurídica para mulheres em situação de violência. Telefone: (11) 4706-4046.
Delegacia de Defesa da Mulher (DDM): atendimento 24 horas para registro de ocorrências e solicitação de medidas protetivas. Telefones: (11) 4198-0522 e (11) 4198-3145.
Base Guardiã Maria da Penha: acompanhamento de mulheres com medidas protetivas realizado pela Guarda Civil Municipal. Telefone: (11) 4194-7562.
Ligue 180: canal nacional, gratuito e sigiloso para denúncias, orientações e encaminhamentos.
Emergências: em caso de risco iminente, acione a Polícia Militar pelo telefone 190.
Da redação Crédito das fotos: Ana Guice/Secom Barueri
Com informações do Portal da Prefeitura de Barueri e da Secretaria de Comunicação.
Fonte: Portal da Prefeitura de Barueri
Apuração com base em baruerinews.com.br.
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